O filme lacrimal é a primeira superfície óptica do olho. Quando ele está instável, a visão oscila ao longo do dia, mesmo com o grau correto. Ardência, sensação de areia, vermelhidão e cansaço visual ao fim do dia completam o quadro.
Antes de qualquer cirurgia refrativa ou de catarata, o olho seco importa por três motivos. Primeiro, ele afeta a precisão das medidas — e medidas imprecisas levam a planejamentos imprecisos. Segundo, tende a se intensificar no período pós-operatório. Terceiro, é uma das principais causas de insatisfação após uma cirurgia tecnicamente bem-sucedida.
A avaliação investiga não só a quantidade de lágrima, mas sua qualidade e o funcionamento das glândulas palpebrais. O tratamento é individualizado e pode envolver lubrificantes adequados, controle da inflamação, cuidados com as pálpebras e ajustes de hábitos, incluindo tempo de tela e ambientes com ar-condicionado.
Tratar o olho seco antes de operar não é postergar a cirurgia: é aumentar a chance de que o resultado seja percebido como bom pelo paciente, e não apenas registrado como bom nos exames.